“E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste” Mt. 17.3
O homem é um ser espiritual. Ele não é apenas composto de matéria, de mente, mas também de alma ou espírito. E sendo assim, além de seu contato com o mundo físico, ele transcende o tempo e o espaço e se relaciona aquilo que não é visível, passageiro e tangível, mas que, porém, não deixa de ser real: o mundo espiritual.
Há muitos que negam essa realidade por pura ignorância. Há outros que embora tenham consciência dessa realidade, a ignoram como se não tivessem importância. Já há aqueles que se importam tanto com ela, que esquecem de viver a realidade material da forma apropriada. Devemos reconhecer que há muito desequilíbrio. O caminho fácil para se seguir em qualquer área, e nessa não é a exceção, é a do desequilíbrio. E para isso basta ir de um extremo da negação total do mundo espiritual e da eternidade como o materialismo faz, ao de um exagero total e um entendimento equivocado da espiritualidade como o espiritismo aborda o assunto. No entanto, é da perspectiva certa que precisamos, e ela nos é apresentada nas Escrituras Sagradas, em um entendimento da espiritualidade conforme Jesus.
A Palavra encarnada, Jesus Cristo, o Verbo (logos, palavra), nos adverte qual é o objetivo do homem na terra. Em sua oração sacerdotal pelos discípulos ele diz: “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste” Mt. 17.3. Por esse versículo aprendemos para o que o homem foi criado: Conhecer a Deus, se relacionar com Ele. Ora, Deus é Espírito e ele criou o homem conforme a sua imagem e semelhança exatamente para que se tornasse conhecido do homem e houvesse um relacionamento entre ambos. Isso fala da realidade espiritual. O homem foi criado para Deus. É por isso que nada nessa vida temporal e palpável pode satisfazer o coração anelante do homem, porque apenas a majestade de Deus o preenche. Como Agostinho, brilhante teólogo, afirmou em seu famoso livro “confissões”: “Criaste-nos para vós e nosso coração vive inquieto enquanto não encontrar em Ti descanso”.
A luz disso se pode afirmar que a verdadeira espiritualidade está em se relacionar apropriadamente com o verdadeiro Deus. Quem é esse Deus? Só o podemos conhecer corretamente através de sua revelação, as Escrituras Sagradas, já que a mente humana jamais pode por si mesma alcançar tal conhecimento. Ele nos é apresentado como o EU SOU O QUE SOU, o indescritível, inefável e incomparável. Mas ao longo das escrituras há referências a Ele como o Senhor (criador e sustentador do universo), e vários outros nomes derivados como JEOVÁ JIRÉ (O Senhor provê), JEOVÁ NISSI (O Senhor é a minha bandeira), JEOVÁ SHALOM (O Senhor é paz), JEOVÁ TSIDIKENU (O Senhor é a nossa justiça), JEOVÁ SHAMMAH (O Senhor está presente), JEOVÁ SEBHÃÔH (O Senhor dos Exércitos). Também somos apresentados a seu caráter, e até pelos nomes temos idéia de qual é o caráter de Deus. Ele é TODO-PODEROSO (ONIPOTENTE), porque Ele é o SENHOR (dominador). Ele é bondoso pois ele provê. Ele é Justo. Ele é ONICIENTE, conhece todas as coisas (salmo 139). ELE É ONIPRESENTE (não é limitado por tempo e espaço, pois é Espírito e como diz as Escrituras, Ele enche a terra e os céus). Ok, Deus é para além do conhecimento humano, mas se revelou, naquilo que podemos conhecer, a fim de nos relacionar com Ele.
Mas como relacionar? O homem é pecador, ele por si mesmo é incapaz de se relacionar com Deus. No entanto, existe dentro dele o anelo para a satisfação espiritual. É por isso que tantas e tantas pessoas se voltam insistentemente para as religiões das mais variadas com o objetivo de se satisfazerem espiritualmente. É essa a proposta da religião, como o próprio nome diz, religar o homem a Deus. Mas será que religa? Não, não religa, o único que pode reconciliar o homem a Deus é Jesus e apenas Jesus. É como disse o apóstolo Paulo: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação”. 2º Coríntios 5:19. Deus entra na história, na pessoa de seu filho Jesus Cristo e reestabelece a comunhão do homem para com Deus através de seu sacrifício na cruz e sua ressurreição. Assim seus pecados caem sobre Cristo e toda a condenação é retirada do homem para sempre. É somente nessa base que pode existir verdadeira espiritualidade, do contrário toda espiritualidade que não procede do relacionamento com Deus, possível apenas através de Jesus, é uma espiritualidade enganosa e mal focada, desde que para se ser realizada precisa do Autor da Vida: Jesus Cristo.
Voltando as palavras de Jesus de João 17.3, a vida eterna para a qual somos destinados, só é possível através do conhecimento, não das religiões e crenças humanas, mas de Deus, no reconhecimento dEle como único Deus verdadeiro e na convicção de que Jesus Cristo é enviado dEle, sendo Cristo o Caminho, a Verdade e a Vida. É dizer como Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” e dizer como os discípulos “ Para quem iremos nós, Tu tens as palavras de vida eterna”. Note a exclusividade de Cristo. Apenas Jesus tem as palavras de Vida Eterna. Ele não é um caminho, uma verdade e uma possibilidade de Vida, Ele é o...só ele Têm. Assim ao expressar a minha espiritualidade ela precisa ser direcionada por Cristo, ou seja, sempre a Deus e não as produções humanas: crenças e religiões.
A verdadeira espiritualidade se encontra no conhecimento de Jesus Cristo. Ele continua convidando as almas sequiosas e cansadas ao alívio: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”. Mateus 11.28-30. E ele se coloca em pé ainda hoje e diz em meio a tantas religiões e confusões: “Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre”. João 7.38. Quem deseja satisfação real, o convite está aí para ser atendido.
Marcossuel P. Costa
Fonte: CGIPU, 12/10/2011
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